Ele se eternizou em mim e eu nele, de uma forma ou outra.
Te amo. Qualquer dia te ligo ou escrevo de novo.
Sabe qual o problema em esquecer alguém? Muitas vezes nós não queremos esquecer. Queremos nos segurar a cada momento, cada memória, queremos que as fotografias se mexam e se transformem em realidade. Eu sei, não é fåcil esquecer alguém que fez parte dos melhores momentos da sua vida.
A gente se gosta. TĂĄ na cara isso. Ou vai dizer que seu ciĂșminho Ă© proposital e aquele âse cuidaâ Ă© de boca pra fora? Pode negar, reclamar ou fingir que nĂŁo se importa. Mas nĂŁo adianta, deixar de sentir Ă© uma especialidade que nem todos possuem.
Meu orgulho nĂŁo fala mais alto, nĂŁo. Ele grita, ele berra, ele se intromete e ele me atrapalha.
NĂŁo se iluda comigo, eu nĂŁo tenho nada demais pra oferecer alĂ©m de sentimento. Para alguns Ă© nada, para outros Ă© tudo. E pra vocĂȘ, serve?
Eu só queria alguém para vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.
Tem gente que nĂŁo Ă© feita pra gente.
Queria alguém que gostasse do meu caos. Alguém que dormisse e acordasse ao meu lado, alguém que ficasse. Queria alguém que não se cansasse tão fåcil, que me fizesse rir ao invés de chorar. Sinto falta de encontrar alguém que valha a pena, de alguém que eu sei que sempre vai estar lå quando eu precisar.
Queria alguém que gostasse do meu caos. Alguém que dormisse e acordasse ao meu lado, alguém que ficasse. Queria alguém que não se cansasse tão fåcil, que me fizesse rir ao invés de chorar. Sinto falta de encontrar alguém que valha a pena, de alguém que eu sei que sempre vai estar lå quando eu precisar.
Eu queria te escrever. Talvez um poema sem sentido ou uma carta clichĂȘ. Desculpe se estiver sem sentido, Ă© que a minha vida anda da mesma maneira. EstĂĄ chovendo lĂĄ fora e dando vĂĄrios trovĂ”es. Eu tinha medo de trovĂ”es, vocĂȘ lembra? E eu sĂł conseguia me sentir segura quando estava nos seus braços, parecia que tudo me acalmava. VocĂȘ sussurrava dizendo que estava tudo bem e que eram apenas trovĂ”es, pegava na minha mĂŁo e me abraçava forte, depois deitava comigo na cama, cantava baixinho atĂ© eu dormir, me cobria com o edredom e fechava a cortina. O problema Ă© que eu me acostumei com isso, toda tempestade Ă© a mesma coisa. Eu fico aqui na cama toda coberta com o edredom da cabeça aos pĂ©s e morrendo de medo a cada estouro do trovĂŁo lĂĄ fora. Eu agarro aquele urso de pelĂșcia que vocĂȘ me deu e tento me sentir segura, mas nĂŁo Ă© a mesma coisa. Falta o calor do seu corpo, sua voz baixinha me dizendo que ficarĂĄ tudo bem, falta vocĂȘ.
Tudo nele era bom. Até o que era ruim.
Quem sabe algum dia a gente nĂŁo se esbarra por aĂ? Pode ser naquele mesmo condomĂnio em que sua tia mora ou naquele parque em que caminhamos juntos no nosso primeiro encontro. Talvez naquela barraca de churros que vocĂȘ adora ou no banco da praça onde ficamos sentados por alguns minutos enquanto sentia o calor do seu corpo colado ao meu. Quem sabe um dia nossos beijos e abraços se reencontram e nossas mĂŁos se entrelacem uma na outra novamente. Quem sabe em algum lugar desses nos reencontremos, pois eu ainda sinto a sua falta. Eu sei que nĂŁo foi um adeus, talvez, foi apenas um atĂ© logo. Mas como em toda partida, haverĂĄ sempre uma saudade e vocĂȘ, sempre serĂĄ a minha saudade mais bonita.